segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Retrospectiva Literária: Melhores e Piores Livros + [TAG] Oscar Literário 2013

Oi gente! Como estão?
Bem no meio da Maratona eu resolvo finalmente postar sobre o que rolou na minha estante em 2013, hahaha!
Eu sei que demorei, mas essa maratona é uma loucura total! :)
Apesar da falta de tempo, acho muito importante falar sobre o que mais gostei e o que menos gostei na primeira quinzena do ano.
A maioria desses livros não foram lançados em 2013, mas a minha leitura foi feita só no ano passado, por vários motivos; então se lembrem disso, ok? Sem mais delongas, vamos a Retrospectiva Literária 2013!


Pra não fazer dois posts separados (tenho muito o que ler antes do final da Maratona Literária, né gente! Hahaha) vou fazer uma mistura dos dois. A TAG Oscar Literário foi criada pelo Leandro, do vlog Palavras de Um Leitor, pra conferir o canal dele é só clicar :)
Vamos começar com os ruins!
Que ruflem os tambores!!

Os Piores do Ano

  • Pior livro: Morte Súbita - J. K. Rowling

Pela terceira vez comecei, e pela terceira vez abandonei essa coisa horrorosa que chamam de livro. Ainda não me conformo, quiçá não me conformarei nunca, que paguei muito caro nesse livro na pré-venda!

  • Pior clássico: Bel- Ami - Guy de Maupassant

Imaginei um livro totalmente diferente... e me ferrei. Enredo fraco, personagem pavoroso, detestei!

  • Pior capa: Quem é Você, Alasca? - John Green

Ou tomei antipatia da protagonista pela capa, ou da capa pela protagonista. Não suporto ambas!

  • Pior protagonista feminina: Alasca, de Quem é Você, Alasca? - John Green

Chata, egocêntrica, com síndrome de grandeza do estilo "vocês vão ter que engolir". Como gostar de uma pessoa dessa? Ok, sei que é um livro YA, mas olha, até pra ser um adolescente chato tem que ter limite. Sem mais.

  • Pior protagonista masculino: Georges Duroy, de Bel - Ami - Guy de Maupassant

Gigolô, machista, violento, ambicioso, sem moral e sem escrúpulos. Vilão que consegue o que quer é automaticamente odiado pelo meu cérebro. Detesto injustiças, mesmo as literárias!

  • Pior personagem coadjuvante feminino: Sienna Brooks, de Inferno - Dan Brown

Confusa, maluca, dissimulada, contra producente para seus próprios objetivos; essa coadjuvante pra mim foi a pior do ano, estragou todo o desfecho do livro (que foi tão, mas tão sofrido pra terminar!). Odiei!

  • Pior personagem coadjuvante masculino: Andrew Price e/ou Stuart Wall, de Morte Súbita - J. K. Rowling

Na verdade, qualquer personagem masculino nesse livro serviria, exceto o morto, já que todos são coadjuvantes! Eita livrinho ruim!!

  • Pior enredo/história: Inferno - Dan Brown

Achei pior ainda que Morte Súbita, ou porque foi ruim o suficiente pra conseguir ler até o final e me infartar de ódio, ou porque já estava acostumada com o enredo horroroso de Morte Súbita, e achei esse pior. De qualquer forma, fez jus ao nome, tenho até um slogan pra sugerir: "Inferno, de Dan Brown... Passe um inferno antes de conseguir terminar". Assim como no Morte Súbita, se fossem cortadas todas as "histórias", frases e palavras desnecessárias e totalmente inúteis para o enredo, sobraria no máximo 3 folhas A4, e olhe lá.

  • Pior autor: nenhum

Tudo bem, Alasca foi uma protagonista insuportável. Mas amei A Culpa É Das Estrelas. Inferno pode ter sido péssimo, mas gostei muito de Fortaleza Digital e Anjos e Demônios. E claro, nem precisa falar das outras obras da J.K, né?! Posso ficar com o pé um pouquinho atrás na hora de ler uma nova obra desses autores, mas não deixaria de ler, unicamente por esses que citei. ;)

Os Melhores do Ano 

Melhor livro (fantasia): O Temor do Sábio - Patrick Rothfuss
Já começando os melhores do ano "roubando" descaradamente, escolhendo um livro em cada categoria (hahaha), o melhor livro do ano de fantasia, meu gênero preferido, foi o Temor do Sábio. Continuou a história muito bem, não deixou pontas soltas do enredo e não perdeu o ritmo gostoso; muito pelo contrário: me deixou super mega ansiosa para ler o livro final! Recomendo a leitura com todo o meu coração, leiam, vocês vão amar!

Melhor livro (romance): O Palácio de Inverno - John Boyne
Ler esse romance e não chorar, impossível! Uma história linda de amor, no estilo que eu amo (misturando ficção e realidade), que se passa na Rússia! É muito amor, gente! John Boyne sabe como nos pegar pelo coração (é o mesmo autor de "O Menino do Pijama Listrado") e o enredo me prendeu do início ao fim. Tem drama, tem emoção, tem romance, tem tudo! Com certeza o melhor romance do ano!

Melhor livro (distopia): A Hospedeira - Stephenie Meyer
Depois de ler a trilogia Jogos Vorazes, pensei que nunca mais iria ler uma distopia tão boa. Mas A Hospedeira me pegou totalmente de surpresa, eu de-vo-rei o livro em um dia! A história é super envolvente, emocionante, e o que eu acho mais importante, tem um toque de realismo, o que ajuda a dar credibilidade na história - distopias nonsense não me atraem muito. E posso garantir que esse não é o caso desse livro da Stephenie Meyer! Um triangulo amoroso nos prende até as últimas linhas, tem ação, tem drama, tem mistério; muito bom!

Melhor livro (não ficção): Kurt Cobain, Mais Pesado Que o Céu - Charles R. Cross
Em 2013 comecei um projeto: ler biografias dos meus ídolos. Das várias que li, fiquei em dúvida entre a Freddy Mercury e a do Kurt, mas com certeza, a do Kurt me comoveu infinitamente mais. Acho que mesmo quem não é fã de Nirvana vai gostar do livro; que é repleto da história da banda mas aborda mais ainda a vida pessoal do Kurt, entrevista com seus familiares e amigos, a sua rotina. Pra mim, cada ato dele me parece um grito de socorro, e sendo esse grito ignorado até que fosse tarde demais, o final era inevitável. Recomendo a leitura pra quem não se importar de ter os olhos um pouquinho molhados...

Melhor livro (clássico): d'Artagnan e os Três Mosqueteiros - Alexandre Dumas
Se tem uma coisa que eu adoro são livros clássicos escritos com humor - deve ser por isso que eu amo Dickens! Em d'Artagnan e Os Três Mosqueteiros, eu ri muito! E me desfiz do medo de não gostar do livro, por já ter visto o filme (apesar de que os finais são totalmente diferentes!!). Ah! Além de boas risadas tem muita ação também, adoro lutas com espadas; se você também gosta pode ler e adorar!

Melhor autor: Patrick Rothfuss
Acho que faz muito sentido que o melhor autor seja o autor do melhor livro do ano, não acham? Hahaha. Poderia ter colocado o nosso querido John Green porque seus livros me pegaram absolutamente de surpresa, mas como melhor dos melhores, Patrick Rothfuss me impressionou de todos os jeitos possíveis. U medinho que sempre bate nas trilogias ainda não finalizadas é que o autor perca o foco da história, ou a fluidez da narração. Pois podem ficar mais do que tranquilos: em O Temor do Sábio a fluidez da escrita do Patrick continua a mesma e o foco mais afiado do que nunca! Com certeza o melhor autor do ano.

Melhor protagonista masculino: Kvothe, de O Temor do Sábio - Patrick Rothfuss
Não fiz uma lista assim, oficial, dos melhores protagonistas do ano passado. Mas se tivesse feito, com certeza o Kvothe teria ganhado. Com isso eu quero dizer que meu amor por ele é antigo! Hahaha. Nem sei como explicar porque gosto tanto, porque a pergunta é: o que tem pra não gostar? Ele é mágico (ou simpatista, como queiram), músico, engraçado, bom lutador, inteligente, estrategista, corajoso, romântico... é muito amor gente! Vou dizer apenas isso: leiam O Nome do Vento, e depois O Temor do Sábio, aí me contem se conseguiram não amar. 

Melhor protagonista feminino: Liesel Meminger, de A Menina Que Roubava Livros - Markus Zusak
Essa foi uma disputa muito árdua entre a Liesel e a Hazel Grace, de A Culpa É Das Estrelas. Li muitas resenhas a respeito desse livro e todos disseram que estava com saudade do Gus... Eu fiquei com saudade da Hazel! Mas a Liesel teve mais a ver comigo (somos o que minha chama de "almas velhas"...rsrs) e também porque A Menina Que Roubava Livros é no estilo YA que eu amo: é YA mas não parece YA, e quanto mais você lê mais descobre coisas nas entrelinhas; detalhes que mudam conforme você os enxerga com um olhar mais adulto. Amei de paixão, chorei nos dois (para a eterna risada do meu irmão...hahaha) mas a Liesel me marcou mais. E simples assim, ela se tornou a minha melhor protagonista do ano :)

Melhor coadjuvante masculino: Bast, de O Temor do Sábio - Patrick Rothfuss
Muitos que leram os dois livros vão se perguntar: "O Bast? Porque??", já que assim a primeira vista ele não tem nada de especial: é apenas o aprendiz do Kvothe. Mas eu adorei o Bast! Pela lealdade entre ele e o Kvothe, pelo temperamento dele (muito parecido com o meu), por ele ser um Encantado, por amar a vida. É um personagem tão envolvente, que eu sinceramente não vi como não amar!

Melhor coadjuvante feminino: Sam, de As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky
A Sam é a alegria de viver, apesar dos problemas e mesmo com os problemas, traduzida em uma só pessoa. Além do mais, qualquer pessoa com a capacidade de ser infinita é impossível de não se tornar a melhor coadjuvante feminina do ano, não acham? :)

Melhor capa: A Garota da Capa Vermelha - Sarah Backley
Porque é linda, porque tem surpresa, porque me deu um apertinho de nostalgia ao me lembrar O Chapeuzinho Vermelho. 
p.s: Só eu que fui lenta em perceber o lobo? Amei essa capa!!



Melhor mundo\ambiente criado: Trilogia Mundo de Tinta - Cornélia Funke
Quer um mundo melhor, mais lindo e mais mágico que um mundo em que as palavras tivessem o poder de se tornar realidade? É a magia pura, é o sonho de todo leitor e escritor - e vale até escritor(a) de um humilde blog, como essa que vos fala! Hahaha. Pra mim é o mundo perfeito!

Melhor título: As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky/ O Palácio de Inverno - John Boyne
O primeiro porque "As Vantagens de Ser Invisível" é um título que te faz ter um diálogo mental que meio que te obriga a ler o livro, tipo isso: "As vantagens de ser invisível?? Quais são as vantagens de ser invisível?! Porque teria vantagens em ser invis... Eu tenho que ler esse livro!". E o Palácio de Inverno porque você pensa ser um título genérico para um romance previsível, daí ele pega todas as pressuposições e joga pela janela: o título não é genérico, ele é mais que um romance e está longe de ser previsível... O título em si é marcante, depois que você termina a história!

Melhor final: A Menina Que Roubava Livros - Markus Zusak
Porque "quando a morte conta uma história, você tem que parar para ouvi-la", e quando a morte termina uma história, você deve ter alguns lenços de papel bem à mão... ;)

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Essa foi a minha imensa lista dos Melhores & Piores de 2013! Adoro comparar, por isso se vocês fizeram essa lista também, por favor deixe o link da postagem e/ou do blog nos comentários, vou adorar fazer uma visita! ;)
Bjos & Até Mais!