quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

[Resenha] Lincoln - Doris Kearns Goodwin + 2º Desafio da Maratona Literária 2.0

Oi gente!
Como estão de Maratona, ritmo frenético por aí também?
Aqui ta assim: cada coisa que faço ou tenho que fazer, fica o pensamento: "eu poderia estar lendo"... Hahaha.
Ainda mais porque tenho que ler mais de um livro por dia pra conseguir alcançar minha meta, e hoje foi um dia bem ruim por enquanto; vamos ver se na madruga melhora. =/
Quase sempre leio melhor de madrugada, não sei porque (relógio biológico invertido?).
O problema é que com isso muitas vezes perco o sono e/ou durmo muito menos do que deveria, as vezes simplesmente não dá pra parar de ler!
Vem comigo que eu te conto tudo ;)


E indo direto ao ponto, esse livro é espetacular! Simplesmente não consegui parar de ler! 
Confesso que tinha as mais altas expectativas, porque estava curiosa há anos para conhecer mais sobre Abraham Lincoln (desde que li 'E O Vento Levou', que aborda o abolicionismo americano do ponto de vista dos estados sulistas, favoráveis a escravidão). Após o lançamento do filme, essa ansiedade atingiu níveis críticos! Mas firme no meu princípio de não ver o filme antes de ler o livro, só agora vou poder saciar a minha curiosidade sobre o filme.
Fora essa curiosidade, existia também um certo receio, porque se tem algo que eu detesto e que não entendo, é política. E temi que a biografia fosse mais do senhor Lincoln presidente, do que o homem Abraham Lincoln.
Todos os meus receios foram infundados. A biografia, apesar de ter sido bem resumida segundo algumas críticas, engloba todos os aspectos do 16º presidente dos EUA. 
De origem humilde, grande inteligencia e extrema empatia, Abraham Lincoln por si só era uma lenda. O cenário político, a guerra civil e a questão escravagista apenas exacerbaram mais as suas qualidades; na minha opinião ele seria um excelente presidente qualquer que fosse a época.
Um homem capaz de reconhecer seus próprios erros, apenas para defender um amigo, torna-se ainda mais admirável quando é o presidente de uma grande nação. Ouvir a todos e decidir por si mesmo era uma das principais características de todas as ações políticas de Lincoln; além do dom de acalmar os ânimos e orgulhos feridos, muito comuns na vida dos poderosos. Não tomar decisões impulsivas e sempre esperar o melhor momento para agir me fez comparar, assim como muitos outros, o senhor Abraham a um habilidoso jogador de xadrez.
Enfim, apesar de encarar a abolição dos escravos acima de tudo como uma estratégia de guerra (já que os escravos ficavam responsáveis pelo auxílio as famílias, enquanto os senhores ficavam livres para lutar), o presidente sempre havia sido um defensor ferrenho de que os estados do norte permanecessem livres da escravatura. Com o desenrolar da guerra e a quantidade de mortes e feridos (maior que em todas as guerra dos EUA juntas, incluindo a do Iraque), a abolição sendo apoiada por cada vez mais pessoas, Abraham Lincoln encontrou o momento perfeito para tornar pública sua decisão histórica.
Elogios como o do General Sherman eram comuns até mesmo dos seus adversários: “De todos os homens que conheci, ele parecia possuir mais elementos de grandeza, associados à bondade, que qualquer outro." Eu concordo plenamente, senhor Sherman.
E claro, eu não poderia deixar te citar o discurso que tem o trecho mais copiado do mundo:

"Há 87 anos, nossos antepassados fizeram surgir neste continente uma 
nova nação, concebida na Liberdade e consagrada ao princípio de que 
todos os homens são criados iguais. Estamos agora empenhados numa enorme
 guerra civil, que põe à prova se essa nação, ou qualquer nação concebida e 
consagrada da mesma forma, tem como perdurar. Estamos reunidos num 
importante campo de batalha dessa guerra. Viemos consagrar uma parte 
desse campo, como um local de repouso final para os que deram a vida 
para que essa nação sobreviva. É perfeitamente correto e adequado que o 
façamos. Contudo, num sentido mais amplo, não podemos dedicar, 
não podemos consagrar, não podemos santificar este campo. Os homens
 admiráveis, mortos e vivos, que lutaram aqui, já o consagraram muito 
mais do que nos permite nosso fraco poder para acrescentar ou subtrair. 
O mundo dará pouca atenção ao que dissermos aqui, nem se lembrará 
de nossas palavras por muito tempo, mas ele jamais se esquecerá do 
que eles fizeram aqui. Cabe a nós, os vivos, consagrarmo-nos à obra 
incompleta que aqueles que aqui morreram empreenderam com tanta 
nobreza. Cabe a nós consagrarmo-nos aqui à enorme tarefa que temos pela
 frente: que desses mortos que aqui honramos possamos extrair uma devoção
 maior à causa pela qual eles deram a última prova plena de devoção; 
que nós aqui assumamos o compromisso solene de que esses homens não tenham 
morrido em vão; que esta nação, com a bênção de Deus, tenha um novo
 nascimento da liberdade; e que o governo do povo, pelo povo, para o povo, 
não desapareça da face da terra.”

Vale lembrar o contexto desse discurso. Lincon o declamou na inauguração de um cemitério após a batalha de Gettysburg, onde 23 mil soldados foram mortos, capturados ou feridos (o número até então impressionante, seria pequeno comparado a batalha a leste de Fredericksburg, numa área chamada 'the Wilderness', onde 86 mil baixas foram contabilizadas entre o exército Confederado e o da União). O presidente enfrentava forte antipatia devido as ideias abolicionistas e vários problemas nos seu próprio gabinete, onde o secretário do Tesouro tramava para tentar correr a presidência e a parte mais radical do partido exigia a punição dos estados do Sul.
No dia de sua morte, em 15 de abril de 1865, a homenagem concisa feita por Stanton ainda ecoa através dos tempos: “Ele agora pertence à História.”
Leiam, o livro é espetacular!

2º Desafio da Maratona Literária 2.0

Adorei o desafio de hoje!! Criar uma imagem ou uma foto que ilustre algum elemento/cena/personagem do seu quote favorito, um fanart com seu quote predileto; foi uma delícia de fazer, apesar de ter dúvidas iniciais quanto ao cumprimento das regras. A galera da @MaratonaLit foi muito gentil, me responderam rapidinho e agora eu posso postar aqui pra vocês.
Deu um certo trabalho, porque não herdei os genes de artista plástico do meu pai, e por essa mesma razão ficou meio tosco, mas é de coração viu gente! Hahaha.
É uma fanart de vários dos meus quotes preferidos, porque como eu disse no último quadrinho, "escolher o melhor quote ou o melhor livro, é como uma mãe escolher um filho preferido... simplesmente impossível".


E por hoje é só galera! Agora faltam 5 livros + bônus pra cumprir a minha meta na maratona, será que consigo?? Amanhã tenho que ler muuuuuito! (considero amanhã apenas depois que eu dormir, hahaha)


O próximo livro escolhido é : "Fiquei Com o Seu Número, Sophie Kinsella (Editora Record)


Só eu que achei essa capa liiindaa? Muitas expectativas boas pra esse livro, espero que tenha uma boa história, e que seja leve e divertido! Vou começar agora e amanhã conto tudo pra vocês na mini resenha, ok?
Bjos & Até Mais!